Diários de Cumuruxatiba
março/abril de 2011
(do Projeto de Gente à Vila-Escola Projeto de Gente)
Resolvemos usar este espaço para fazer uma retrospectiva das circunstâncias que nos conduziram á Vila-Escola Projeto de Gente. Os diários de maio e junho vão contar como foi o nosso 1º semestre.
Então, vamos lá!
Depois de 3 anos de atividades – e principalmente durante o transcorrer do 1º semestre de 2010 – ficou claro para os participantes do dia a dia do Projeto de Gente que a dinâmica do trabalho precisava ser aprimorada.
Sentíamos que, sem uma reformulação, seria preciso muito tempo para trabalhar certas circunstâncias. Entre todas estas circunstâncias, a principal, era – é – a imensa falta de costume das crianças e jovens acreditarem que suas vozes serão, realmente, ouvidas e consideradas, pois, via de regra, os lugares que frequentam não proporcionam tal possibilidade. Esta falta de costume as leva a um tipo de silêncio – às vezes, muitas vezes, barulhento. A dinâmica é, mais ou menos, esta: a princípio não falam porque não sabem como se expressar livremente; a seguir, algumas fazem brincadeiras, meio nervosas, outras riem; e, assim, esquecem o que não souberam comunicar, isto é, esquecem o que sentem, o que pensam. Incômodo barulho, trágico silêncio.
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