quinta-feira, 17 de março de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Diários de Cumuruxatiba - Novembro/Dezembro
Último mês do ano de 2010!
A pedidos, resolvemos contar uma ou duas histórias, pequenas histórias com a cara do Projeto de Gente.
Pequenas histórias.
Jogo de bola do lado de fora da casa do Projeto de Gente. Três meninos driblando uns aos outros. Dentro da casa, três meninas, sentadas no chão pois não tínhamos nenhum móvel, desenham com lápis de cor e tinta guache.
De repente, a bola entra pela pequena janela do quarto em que elas estão e cai, justo, sobre um dos desenhos. Por sorte não acerta os pequenos potes de guache.
O educador que estava com as meninas chega à janela, porém, como mágica, os três meninos “desaparecem”. Cada um corre para um canto; ou melhor, dois correm para dois cantos e um para cima de uma mangueira – este não tão rápido quanto os outros.
- Não fui eu não, “foi” eles!, já foi se defendendo.
- Ô, cara, ninguém tá querendo saber quem foi, mas chama os outros lá.
- “Os menino”, faz favor!, ressabiado o carinha chama os amigos. Observação: “Os menino”, “as menina”, é assim que se chama, aqui em Cumuruxatiba, um grupo de meninos e meninas – sem o s final. Também não se fala: Vem cá, por favor!, diz-se apenas: faz favor!, e já se sabe que é para chegar perto.
Diários de Cumuruxatiba - Setembro/ Outubro
Setembro foi marcado pelo debate sobre a Escola Projeto de Gente. Adultos, meninos e meninas foram envolvidos pelo tema e seus variados aspectos: “será que todos que quiserem vão poder participar?”, “quem está nesta escola vai precisar ir na outra?”, “quem vier na escola do Projeto vai ter diploma que vale?”, “oba! não tem prova?”, “sei não, acho que meu pai vai ficar com medo de me colocar em outra escola!”, “vai ser uma escola paga?”, “e se eu mudar de cidade, p'ra que ano que vou?”, “a gente aprende o mesmo que na outra escola?”, “e se me perguntarem em que ano que 'tou, o que que eu falo?”, “quem vai dar aula?”, “tem aula?”, “se não tem prova, como é que faz?”, “tem presença?”, “é preciso explicar muito bem este negócio de liberdade, se não vão pensar que é bagunça!”, “onde é que vamos conseguir dinheiro para levantar a escola?”
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Diários de Cumuruxatiba - Agosto
Diários de Cumuruxatiba - Julho
domingo, 7 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Revitalização dos blogues

Caros amigos e amigas, é com muita alegria que temos em nossa equipe o Onda, nosso mestre blogueiro. Hoje, 23/09, já atualizamos os Diários de Cumuruxatiba (faltando apenas agosto de 2010).
O Onda, como vocês estão vendo, além de blogueiro, é percusionista e um ótimo capoeirista. Na semana que vem ele irá trabalhar com os meninos e as meninas atualizando o MARÉ DA GENTE.
terça-feira, 11 de maio de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo!
Deixei-a, ali, quando vim ver quem sou.
Mas hoje vendo que o que sou é nada,
Quero buscar quem fui onde deixei.” Fernando Pessoa
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
ENCERRAMENTO DO ANO DE 2009
A programação: concurso de desenhos, entrega de medalhas dos II Jogos, apresentação de uma peça teatral, apresentação dos meninos e meninas do Projeto que participam do Curumimbatuque e do SerMovimento (o 1º, um grupo de percussão; o 2º, um grupo de dança afro; os dois são atividades culturais levadas a efeito pelo esforço voluntário de algumas pessoas da vila – Walter, Rauã, Cauã, Aldo, Juliana, Lucinha, Nanda... e mais gente que não estão esquecidos, apenas não estão nomeados aqui por culpa exclusiva da estropiada memória de quem escreve!) e festa propriamente dita.
Bons movimentos se fizeram presentes logo na preparação do cenário da festa. A Nudi chegou, de surpresa, com um bonito cartaz anunciando: Festa do Projeto de Gente. Logo depois, chegou um bolo de chocolate com as letras PDG – que é como as crianças abreviam Projeto De Gente . O bolo foi patrocinado pela D. Lúcia da farmácia e preparado pela Lucinha, a das cocadas. A Gili e a Jaqueline também prepararam um belo bolo em formato de tobogã – um lado era bem mais alto do que o outro, o que provocou muito riso; outro trouxe um refri – aliás, 2, 3, 4... e a geladeira ficou cheiinha. Outro trouxe um saquinho de suco. Chegou a pipoca da Lulu, o delicioso bolo alemão da Claudia. Alguém trouxe uma torta de banana – quem foi que cometeu esta delícia? A Cristina Leme embrulhou num lindo papel – azul e verde – cheio de fiapos, uma por uma, uma montanha de balas de coco. As crianças prepararam cartazes de boas vindas e o cenário do teatro. Fiéis ao convite cada um trouxe o que pode, fez o que pode.... (continue lendo aqui!)
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Encerramento do ano de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
Diários de Cumuruxatiba
Quando a chuva dava uma trégua nos reuníamos debaixo do jamelão – aliás, carregadíssimo – no terreno do Cantagalo. Mais de uma vez o toró caiu e era criança para todo lado, correndo para casa.
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Chegou o blog MARÉ DA GENTE!

domingo, 10 de agosto de 2008
Novas publicações ... no ritmo baiano
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O Projeto de Gente em Cumuruxatiba
Foi, então, que apareceu Cumuruxatiba em nosso horizonte. Neste lugar, ponto do primeiro encontro entre os europeus com os nativos da terra que viria a se chamar Brasil, campo primário da extraordinária mestiçagem que combina qualidades e que, assim, organiza novas possibilidades, encontramos as condições mais propícias para assentar o Projeto de Gente.
O azul turqueza do mar de Cumuru
Fomos apresentados por um descendente da generosidade da terra, pois, não tendo nascido nela, foi por ela reconhecido como nativo por conta do imenso respeito e atenção que dedicou às pessoas que ali nasceram.
E, ali, nascem crianças, muitas crianças, de olhos grandes como jabuticabas, olhos muito brasileiros, filhos dos de pele clara com os de pele escura ou avermelhada, filhos daqueles de ancestrais cabelos africanos com os de lisos cabelos tupiniquins.
Quem leva quem?
São crianças que aprendem o que podem na escola e também junto a seus pais e mães pescadores, mercadores, eletricistas, pedreiros, barqueiros, cozinheiras, que, por sua vez, abandonaram a mesma escola ali pelos 10 ou 11 anos ainda curiosos mas desmotivados... e seguiram a rota já traçada que, para muitos, não leva ao destino mais abrangente e feliz.
Nego, Carlinha e Ester
Vale dizer que este amigo que nos apresentou Cumuruxatiba já havia nos oferecido uma casa para a implantação do Projeto. Pois bem, fomos lá para conhecer as pessoas, a cidade, sua energia e expectativas e também para nos apresentar, apresentar nossas idéias, nossos corações. Voltamos decididos a fazer este movimento, pois as indicações de que Cumuruxatiba é mesmo um belo local para iniciar o Projeto de Gente foram muito claras.
Durante os dias que passamos lá foi ficando mais claro o que estávamos percebendo: implantar o Projeto num lugar menos tensionado por forças de difícil conciliação como as que existem na cidade grande pode ser algo muito adequado e protetor para que toda a estrutura do Projeto se fortaleça e vingue (note que dizemos “menos tensionado”, não “distensionado”, pois claro que lá também existem tensões, porém menos intensas).
A carência de um campo de suporte mais abrangente para as crianças fora da escola também ficou bem evidente. As crianças são criadas em liberdade, porém liberdade não é suficiente, é necessário um cuidado, uma certa e delicada atenção para que os caminhos dessas crianças não se confundam enquanto ainda são descobertos por elas mesmas.
Conhecemos pais e mães que gostariam de ter pessoas que estudassem com seus filhos e filhas depois da escola porque eles mesmos não podem, não sabem como fazê-lo, pois muitos são quase analfabetos.
Não vamos “trombar” com a escola do local – ela é conduzida (conhecemos uma professora e conversamos bastante) com muito carinho e belas intenções -, vamos, fora da escola, brincar, estudar e estar junto das crianças com os conceitos do Projeto de Gente, da Pedagogia Libertária, das Escolas Democráticas e, aos poucos, demonstrar e apresentar novos conceitos e alternativas à escola local.
Também percebemos que podemos trabalhar com pessoas mais velhas, adultos que, por variados motivos, abandonaram a escola e gostariam de retomar os estudos.
Objetivo Geral
“A Cultura da Paz é a paz em ação, isto é, o pleno respeito aos direitos humanos no dia a dia das pessoas. Trata-se de criar condições para que as pessoas sejam capazes de conviver, de criar um novo sentido de compartilhar, ouvir e zelar umas pelas outras. Implica assumir a responsabilidade pela participação numa sociedade democrática que luta contra a pobreza e a exclusão social, ao mesmo tempo que garante a igualdade política, a eqüidade social e a diversidade cultural.”
Toda nossa estratégia estará, em algum ponto, ligada a este tema.
Outro ponto de grande importância e também diferencial neste empreendimento é a profunda valorização daqueles que fazem mater-paternagem das crianças.
Usamos o termo mater-paternagem para, merecidamente e com muito respeito, incluir todos aqueles que cumprem, por variadas motivações, a delicada função de pais e mães de qualquer criança. Ora, um projeto que pretende oferecer-se como campo de desenvolvimento para qualquer criança não pode deixar de valorizar aqueles que certamente foram, e provavelmente ainda são, fundamentais – muitas vezes apenas da forma possível - à sua existência. Assim, sólidos canais de interlocução serão estabelecidos com os responsáveis das crianças. De fato, mais que simples interlocução, serão co-participantes na gestão do projeto.
O Projeto de Gente oferece, em síntese:
1- atenção à Individuação – um lugar onde não se valoriza apenas a média ou, pior e por lógica, o superior (qualificado, elogiado) e o inferior (desqualificado, humilhado);
2- uma forma de estudar que, ultrapassando um mero treinamento cognitivo, funda-se em trocas afetivas e emocionais que proporcionam estímulo e alegria criativa a este ato – no Projeto, a hora de estudar, fazer deveres é vivida com grande prazer, sendo impossível dissociá-la da hora do lazer;
3- contribuição ao desenvolvimento pedagógico da criança em sua escola – isto é, contribui para que suas crianças sejam capazes de desenvolver suas habilidades e se aprofundar em qualquer área do conhecimento humano que lhes atraia;
4- desenvolvimento da consciência corporal que estimula a aquisição de força interior e alegria;
5- o desenvolvimento do saber cuidar através da promoção de autonomia e solidariedade, respeito ao outro e contato com o amor-próprio - isto é, busca a formação de cidadãos responsáveis por suas ações e capazes de determinar o curso e a dimensão de suas atividades, ajustadas consigo mesmos e capazes de aprender com as diferenças;
6- promoção e exercício prático, objetivo e cotidiano de uma real Cultura para a Paz; e
7- saúde.





